Ranking de 16s ou ranking por pistas?

05.09.2017

 

Nos últimos anos, houve uma evolução muito grande na genética, no treinamento, no trato e nas pistas, tanto em relação ao solo quanto em equipamentos especializados. Isso fez com que gradativamente os tempos nos 3 tambores fossem baixando, em 2008 tivemos a quebra da barreira dos 17s pela primeira vez no Brasil, o que ocorreu por mais uma vez em 2009 e novamente em 2010, já no ano seguinte, foram 8 tempos!

Em 2012, esse número pulou de 8 para 21, um novo recorde! Superado no ano seguinte com mais que o dobro de tempos, chegando a 46!!! Mas quase triplicando no ano seguinte, passando para 109 tempos na casa dos 16s em 2014! Em 2015 foram 235 tempos abaixo dos 17s, que saltou para 266 em 2016 e em 2017, até Agosto já foram 303 tempos!

A evolução dos tempos é impressionante e muitas vezes nos faz pensar: onde isso vai parar? Até onde isso é bom? Para os criadores e vendedores de cavalos é ótimo, pois gera muita repercussão e agrega muito aos animais, pais e toda a cadeia que envolve esses animais.

Mas e a saúde dos cavalos? Há ainda muita discussão sobre algumas pistas em relação ao tamanho em outras em relação ao solo que pode acabar ficando duro para deixar a pista cada vez mais rápida e fazendo com que elas não fiquem tão seguras para o cavalo e em alguns casos podendo gerar diversos tipos de dores e lesões.

Essas pequenas dores, muitas vezes podem ser mascaradas, principalmente em provas que não têm exame antidoping (que infelizmente hoje, são a maioria), e vão se agravando até começarem a surgir lesões mais graves e o único prejudicado acaba sendo o cavalo. Isso tem feito com que os cavalos de tambor do Brasil durem cada vez menos, se aposentando muitas vezes com menos de 10 anos!

Hoje, se dá muito valor aos potros, principalmente por conta dos Slot Races e inúmeras provas para potros, com premiações cada vez maiores, deixando de lado cada vez mais os cavalos mais velhos, os cavalos para jovens e amadores.

Talvez esteja no momento de o Brasil copiar novamente os EUA e fazer com que cada pista tenha seu tamanho, seu solo, seu ranking, seu recorde! Além de aumentar o número de provas com exame antidoping e deixar esses exames mais rigorosos.

Afinal, o que vale mais? Um cavalo que correu uma vez na casa dos 16s, ficou em décimo lugar entre 50 animais e depois teve que parar de correr ou um cavalo que ganhou de 200 animais correndo 17,5s mas continua com sua saúde em perfeitas condições ganhando diversas provas, correndo inclusive com jovens e amadores?

No Brasil há grandes pistas, com ótima qualidade de solo, com os melhores equipamentos do mundo, 100% seguras, mas que muitas vezes acabam sendo desvalorizadas por não ser possível correr tempos tão expressivos de forma saudável, não gerando tanta mídia para os ganhadores, não valorizando tanto os criadores, treinadores e vendedores desses animais.

Há outras pistas que são ótimas em relação ao solo, segurança e estrutura para provas, mas não têm muito valor por não ser possível montar a pista no tamanho oficial, diferente dos EUA, onde há inúmeras provas com pistas reduzidas e algumas inclusive com pista maiores que as de padrão, cada uma com uma medida, um ranking e um recorde diferente!

O melhor cavalo é sempre aquele que ganha a prova, independente do tempo! Está na hora de os brasileiros darem valor aos animais que ganham prova e dão sequência nisso, independente da pista, do tamanho ou do tempo! O Brasil está ficando carente de cavalos de Aberta Sr. e isso pode ser muito prejudicial ao esporte, principalmente aos Jovens e Amadores, que precisam de cavalos mais experientes e sadios!

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